Tema do meu programa na iTV Artesanal de 15.07.2019

Personagens da mitologia e história mundial foram retratadas como brancas pela arte. Mulheres negras eram embranquecidas pela arte.
Onde estão todas as belas e poderosas mulheres de pele negra da mitologia e da história? Elas foram apagados pela arte ocidental?

A mulher de Moisés era negra, da Etiópia. Deus inclusive castigou com lepra a prima de Moisés por ter 'renegado a noiva ' diferente', dele, conta a historiadora britânica, Elizabeth McGrath. Nesta segunda (15) eu conto mais em meu programa na iTV Artesanal.

Anita Malfatti

1896 – 1964

Foi uma Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora. Iniciou seu aprendizado artístico com a mãe, Bety Malfatti (1866 – 1952). 
Devido a uma atrofia congênita no braço e na mão direita, utilizava a esquerda para pintar. No ano de 1909, pintou algumas obras, entre elas a chamada Primeira Tela de Anita Malfatti. Ainda jovem Anita, foi estudar pintura na Alemanha e recebeu influências dos principais movimentos de vanguarda europeu do período, em especial expressionismo e o cubismo francês.

Sua primeira exposição individual no Brasil ocorreu em 1914; em seguida, viajou para Nova York nos Estados Unidos, onde permaneceu por dois anos estudando na Independent School of Arts, de Hermer Boss, de tendências modernistas. Nessa escola conheceu artistas como Marcel Duchamp.

Em dezembro de 1917, realizou uma exposição individual considerada pioneira da arte moderna do país, na qual apresentou mais de 50 trabalhos.

Poeta convidada de hoje. Multifacetada: VANICE ZIMERMAN (Paraná).

Chama da Vida

Vanice Zimerman,

da Academia Poética Brasileira (APB).


Divide-se a chama da vela
Em sete cores,
A chama da Vida
Tão breve –
Sutil alquimia
Transmuta-se
Em palavras, em versos
Disfarçadas lágrimas -  de cera –
Lembranças de Ícaro...
Unifica-se a chama da Vida,
No calor que envolve
Às  pontas dos dedos,
Unindo as sete cores –
Inevitável despedida,
Enquanto a letra “V”
Espreguiça-se e amplia-se
Ah... transforma-se
Em um livro aberto,
Depois num pássaro
E voa de encontro ao sol –
Asas de tintas...


***
“Quando amamos, o nosso amor é tão grande que é suficiente estarmos sentados de mãos dadas, sem pronunciarmos uma única palavra.” Osho

Arte é coisa de gente grande

Na verdade, ninguém sabe ao certo se o que o imortal da Academia Maranhense de Letras, professor Joaquim Itapary escreveu sobre a visita de Hitler ao Maranhão é certo ou só ficção. Mas que desde pequeno eu ouvi falar de uma lenda chamada "O Monstro de Guimarães", isso eu garanto. Esta semana eu comento sobre o livro. (Foto).

## A poeta e princesa Elisa Lago, da APB, surpreende com seus versos belíssimos: "Não sei porque te amo;/ só sei que amo./ É este amor que me sustenta...". Está em seu aplaudido livro RASCUNHOS DE GAVETA. (Dez).

## Lendo e relendo o livro de poetas paranaenses e riograndenses do sul, PÃO COM MEL. Veja o que escreve Alessandro Gatti: "No vértice da cruz/ um Urubu-Rei pousado/ Espera por todos nós". Ainda no mesmo livro, o maravilhoso poeta Ênio Oliveira: "Que as noites de Bilac/ não frustem sonhos/ na rua torta./ Que a via-láctea estenda o véu sobre a baia, / e que as gaivotas/ cantem seu canto, pesquem seus peixes/ e voem, voem, voem...". (Algo de surreal). Lê-se algo e a ideia é outra. DEZ, Ênio.

## Joana Rolim é espetacular em suas ideias e afins:  Um dia, conversando com ela pelo messenger, disse-lhe que era uma das minhas escritoras preferidas. Ela agradeceu. Meses depois, lendo seu livro O SENSUAL DE UMA FORMA SÓ NOSSA,  descobri uns versos que, pela humildade dessa extraordinária escritora, poeta e diretora de teatro, diz muito dela: "AH! Não sou incrível,/ Sou bem gente,/ Sonho o impossível,/ Sou estranha, misteriosa,/ E te desejo boa-noite (...)". Muito bom.

## Na coletânea, COMO ME ESQUECER DAQUELE NATAL, a escritora maranhense e confreira da APB, Sharlene Serra escreve um conto delicioso e é muito ela, quando intitula ' Uma nova Forma de Ver o Natal'. Uma história de amor (com um quase suspense), que emociona do primeiro ao último parágrafo. Essa coleção foi organizada por Cleo Moreira e Zélia Guerra, com belo prefácio de Tino Costa. Editora Planeta Azul, Rio de Janeiro.

## Em meu último livro de poesia, SEGREDOS POÉTICOS, cuja capa é da incrível Selma Maia, fiz uma releitura de alguns poemas após ler 'Shijing', uma das mais antigas antologias com poetas mais importantes da literatura chinesa - expoentes da dinastia Tang - o período de ouro dessa época. Reli LI BAI (701-762), DU FU (712-770) e Wang Wei (701-761), com certeza, grandes e inesquecíveis vozes chinesas. Logo me apaixonei por "Com frequência andava na beira do lago,/ bordado de árvores...". Simbolismo, Cruz e Souza

## Reli Jefferson Dieckmann, em "D'além Mar". Surpreendente: "Não há preferência/ Nem primazia/ Toda palavra/ Pode ser poesia".

Esta é mais uma publicação da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA/Assessoria de Imprensa

MHARIO LINCOLN é Presidente da Academia Poética Brasileira. / Informações para esta coluna: mhariolincolnfs@gmail.com CURITIBA-PARANÁ-BRASIL. Jornalista Profissional/Sindicalizado

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