"O fazer literário está paradoxalmente comprometido com solidão e interação. Por isso é preciso promover na mesma intensidade: recolhimentos encontros e reencontros! Muito agradecida Sharlene Serra, pela amizade, cumplicidade e parceria! Te desejo muito sucesso, que apenas será a colheita de teu comprometimento com teus ideais e trabalho", disse a imortal da APB Ana Néres Pessoa.

Sharlene Serra & Inclusão Social

“Diário Mágico - Um Segredo Para Contar” lançado pela pedagoga Sharlene Serra, autora maranhense que desponta como uma das mais promissoras escritoras na área infanto-juvenil,  em razão de suas obras estarem voltadas para a inclusão de pessoas com deficiência ou problemas que acabam interferindo diretamente no comportamenton externo, ou na visão equivocada de terceiros.
Sharlene Serra é milimetricamente cirúrgica quando escreve sobre esses temas. Tanto que seus livros temáticos são utilizados em escolas particulares, do infantil até o fundamental menor. 

Neste último livro "Diário Mágico", ela conta a história de uma menina que adquire um diário ultra-mega-moderno e conta para ele detalhes de sua vida.

Ao todo são 44 páginas, em português e inglês. O tema principal é o abuso infantil, fato que serve como alerta para esta problemática. 
Parabenizamos, aqui a autora, professora Sharlene Serra, pela abordagem lúdica e pela idéia de utilizar um diário como interlocutor da menina. Isso passa a ter, diretamente,  uma importância indescritível  para o resgate da infância da personagem.
Receba nosso apreço e nosso apoio.

Em tempo: A APB está tomando providências no sentido de trazer a autora Sharlene Serra a Curitiba para divulgar sua obra nos colégios públicos municipais e em algumas escolas particulares.

Academia Poética Brasileira
Secretaria de Comunicação Social

Carta à festança Junina

 

Somado mês que é metade do ano, celebração de Santo Antonio, São João, São Pedro. Inda, a segunda maior festança folclórica dentre tantos estilos, danças, rítmos pelas terras brasilis.
Aqui temos o São Marçal, padroeiro do boi de matraca (Bumba meu boi) numa comemoração que emenda o 29 com o dia 30 ao som de pandeirões, fogueira, diversão, desfile de várias representações de  Ilha de São Luís, no Bairro do João Paulo. O grupo e a música de coração que o cantador Chagas aclama em palavras sobre o grande amor por mim, tu, nós todos que venera_te Boi da Maioba que ‘se não existisse o sol, como seria pra terra se aquecer? Se não existisse o mar, como seria pra natureza sobreviver? Se não existisse o luar, o mundo viveria na escuridão, mas como existe tudo isso meu povo, eu vou guarnecer meu batalhão de novo. Ê boi rapaziada’. Se fez bela poesia sobre tudo e o nada que a mente indaga jeitinho de agracecer, esperançar lindas manhas e amanhãs de vida sempre.
O gosto por ti período dentre tantas alegrias juninas, meu louvor a São Benedito que segundo pesquisa do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) o santo protetor dos negros que parece no teatro das memórias como um escravo que foi à mata cortou um tronco de árvore, ensinou os outros negros a fazer e a tocar o tambor. Outras vezes ele surge como o cozinheiro do monastério que levava comida escondida em suas vestes para os pobres. 

Ontem mesura por tua popularidade no período da escravidão - no estado brasileiro do Maranhão - a maneira de gratulação aos oxalás em festa, chegada, despedida do preto velho ou dos amigos. Fato vigente da magnânima dança Tambor de Crioula, de origem africana exercida por descendentes e  herança que corre em minhas veias ludovicense. 

 

Aqui é imensidão de lindas melodias afinadas onde a mulher de saia rodada com estampas em cores vivas, blusa branca e renda, adornos (flores, colares, pulseiras e torços coloridos na cabeça) denomina e embeleza os corpos.O homem veste calça escura, camisa estampada para formarem andeiros afinado fogo, coreiro de mão (tocadores e cantadores) e tambores de mão (instrumento).A partir da Lei nº 13.248 (12.01.2016) o 18 de Junho ergueu-te Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro da tão grandiosa dança-poema bem marcada por muito movimento dos contos dos brincantes e  canto de muita descontração.Contínua cultuação da historicidade afrodescendente que explode o rufante, a ginga descente, a sensualidade pura, a punga ou umbigada (toque com a barriga) para convidar para a roda de júbilo cantado, afinado que não dá pra segurar. Apenas faz qualquer tristeza se alegrar, faz olhares admirar, boca babar e os dançantes rebolarem o terreiro na palma da mão.Grata herança dos nossos avós e tão curtida pelo Maranhão em hoje’s! 

Autora: Beco da PretaIDENTIFICAÇÃO Nome: Irane da Conceição Ribeiro de CastroNaturalidade: São Luís – Maranhão. Nacionalidade: Brasileira.Pseudônimo: Beco da Preta

Irane da Conceição Ribeiro de Castro

Sem demasiadas palavras...
Sem questões embromadas...
Vai...
Quando verter o sangue em meu pensamento...
Serei seu preferido esquecimento...

Pena Tinta

BONS LENÇÓIS

[Manoel Serrão]

 

Aprecio a cama, os lençóis e os travesseiros de seda macia a quem apego-me todo dia, como vício da consciência tranquila

A alienação da música brasileira

A mudança dos conceitos de arte sempre foi um objeto de intensa discussão acadêmica. 
Ela é responsável pelo aparecimento de novas tendências e pela criação de novas escolas, embora possa, como fonte de experimentos, ocasionar problemas de qualidade.
A história mostra que os conservadores sempre se mantiveram de sobreaviso contra mudanças consideradas agressivas, e que os vanguardistas sempre buscaram impor as suas ideias de renovação. 
A renovação bem-sucedida, no entanto, não nasce simplesmente do nada, pois mesmo nas novidades mais extremadas cada nova tendência é baseada em elementos já existentes na velha escola.
Esta mudança é dinâmica, e vale para todas as artes.
O que vale também para todas as artes são as conceituações sobre a sua qualidade (ou falta de) e a velha e discutível máxima de que “gosto não se discute”.
As mudanças na forma de expressar a arte se processam de forma cíclica e inevitável, mas a história costuma fazer uma devida depuração, de modo que o próprio tempo se encarrega de mandar para a lixeira muitas tentativas de conspurcação a fim de reestabelecer uma mínima qualidade artística.
Infelizmente com a música – estou falando da música brasileira – não é isso o que está acontecendo. Parece que depuração está ficando mais lenta.
O grande culpado por esta queda de qualidade é o aumento do consumo – leia-se dinheiro envolvido – por conta da febre mercantilista que leva produtores de shows, programadores de rádio e músicos ávidos pelo sucesso fácil, a investirem maciçamente neste segmento, que é produzido especialmente para que muita gente ganhe fortunas com isso. 
Há que se entender, antes de mais nada, que a verdadeira música pode ser expressa apenas pela melodia, pela harmonia e pelo andamento, ou seja, ritmo e letra são meros complementos de beleza.
O sucesso popular, porém, vem via de regra quando a percussão assume um volume insuportável e quando a letra contém apenas grunhidos, exclamações, gritos e obscenidades.
A deterioração da música brasileira começou nos anos 1990 e a cada década vai se acentuando, num verdadeiro atentado contra a produção celestial de Jobim, Chico, Caetano, Caymmi, Gil, Djavan e João Bosco, apenas para citarmos alguns. 
A eletrônica e a computação prestaram um grande auxílio à qualidade sonora e às facilidades para gravação, mas os técnicos e produtores exacerbaram e deram a estes recursos um valor acima do necessário. 
Por outro lado, a dança popular e a manifestação do público durante a realização de shows há muito deixaram de ser coisa de gente civilizada, e as grandes festas são apenas mais um motivo para a galera se enturmar e ouvir música em volume ensurdecedor, não importa o tipo de música que estiver tocando. Ensandecidos pelo emburrecimento, pelo álcool e pelas drogas o público está ficando com a mente embotada de tanto ouvir coisa ruim. 
Felizmente, como as grandes orquestras sinfônicas, o jazz convencional, a música popular autêntica e a preservação do folclore tradicional teimam em continuar existindo, existe também a tênue esperança de dias melhores para aqueles que ainda lutam, mesmo que aparentemente seja contra moinhos de vento.   

Eu, por exemplo, quando faço minhas tertúlias musicais jazzistas e bossanovistas sempre incluo no repertório standards americanos como Autumn Leaves, Night and Day, The Lady is a Tramp ou Unforgettable, e alguns sambas-canções da época de Dolores Duran, Dick Farney ou Johnny Alf. O resultado tem sido compensador, pois além de satisfazer o ouvinte exigente estou conseguindo recuperar alguns doentes.Ah, eu também gosto do velho e bom rock and roll, com seu volume alto, e sua informalidade organizada, levada no balanço distorcido do rhythm & blues, mas este é um outro assunto, objeto de um outro artigo.   especialmente para que muita gente ganhe fortunas com isso. 
Há que se entender, antes de mais nada, que a verdadeira música pode ser expressa apenas pela melodia, pela harmonia e pelo andamento, ou seja, ritmo e letra são meros complementos de beleza.
O sucesso popular, porém, vem via de regra quando a percussão assume um volume insuportável e quando a letra contém apenas grunhidos, exclamações, gritos e obscenidades.
A deterioração da música brasileira começou nos anos 1990 e a cada década vai se acentuando, num verdadeiro atentado contra a produção celestial de Jobim, Chico, Caetano, Caymmi, Gil, Djavan e João Bosco, apenas para citarmos alguns. 
A eletrônica e a computação prestaram um grande auxílio à qualidade sonora e às facilidades para gravação, mas os técnicos e produtores exacerbaram e deram a estes recursos um valor acima do necessário. 
Por outro lado, a dança popular e a manifestação do público durante a realização de shows há muito deixaram de ser coisa de gente civilizada, e as grandes festas são apenas mais um motivo para a galera se enturmar e ouvir música em volume ensurdecedor, não importa o tipo de música que estiver tocando. Ensandecidos pelo emburrecimento, pelo álcool e pelas drogas o público está ficando com a mente embotada de tanto ouvir coisa ruim. 
Felizmente, como as grandes orquestras sinfônicas, o jazz convencional, a música popular autêntica e a preservação do folclore tradicional teimam em continuar existindo, existe também a tênue esperança de dias melhores para aqueles que ainda lutam, mesmo que aparentemente seja contra moinhos de vento. 
Eu, por exemplo, quando faço minhas tertúlias musicais jazzistas e bossanovistas sempre incluo no repertório standards americanos como Autumn Leaves, Night and Day, The Lady is a Tramp ou Unforgettable, e alguns sambas-canções da época de Dolores Duran, Dick Farney ou Johnny Alf. O resultado tem sido compensador, pois além de satisfazer o ouvinte exigente estou conseguindo recuperar alguns doentes.
Ah, eu também gosto do velho e bom rock and roll, com seu volume alto, e sua informalidade organizada, levada no balanço distorcido do rhythm & blues, mas este é um outro assunto, objeto de um outro artigo.          

Esta é mais uma publicação da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA/Assessoria de Imprensa

MHARIO LINCOLN é Presidente da Academia Poética Brasileira. / Informações para esta coluna: mhariolincolnfs@gmail.com CURITIBA-PARANÁ-BRASIL. Jornalista Profissional/Sindicalizado

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