A “Planta da Cidade de São Luís do Maranhão levantada em 1858” foi feita por J. Veiga e Publicado em Nova Iorque, Estados Unidos, por R. C. Root, Anthony & Co. É realmente incrível e muito reveladora sobre a toponímia da cidade. O que a distingue de outras plantas da primeira metade do século XIX, é sua perfeição, nitidez e riqueza de detalhes em relação às denominações e localizações dos logradouros, monumentos e prédios históricos, muitos existentes até hoje, outros, já desaparecidos. É sem dúvida, uma importante fonte de pesquisa para se conhecer melhor a história de São Luís e seu desenvolvimento urbano.
Pouco conhecida, quase nunca estuda, raramente citada e publicada apenas uma única vez no raríssimo livro “Geografia do Maranhão” de 1922, escrito por Fran Paxeco, mas que passou despercebida, esta planta, constitui-se material ainda pouco explorado, que traz certamente muitas novidades e com uma infinidade de possibilidades de estudos sobre a São Luís de meados do século XIX. 


No livro “História de São Luís”, 2015, 2.ª ed., publicação póstuma de Mário Meireles, editado pela Academia Maranhense de Letras, no capitulo, intitulado “O Largo do Carmo e o Pelourinho”, o historiador faz breve referência a Planta de 1858, demonstrando conhecer o material, porém é interessante observar, que em obras anteriores o historiador não a cita. 


Em 2016, na dissertação de mestrado em arquitetura e urbanismo, apresentada na UFMG, intitulada, “Tudo isso era maré...”, de autoria de Joana Barbosa Vieira da Silva, a planta de 1858 também é utilizada e citada, cujo objeto principal da autora é a história e formação da ocupação do Bairro da “Camboa”, visto na planta como uma pequena península ainda desocupada, denominada de “Mato da Camboa”.
Talvez, a explicação para essa importante planta ter passado tanto tempo despercebida e desconhecida, seja o fato de seu original conhecido, encontrar-se esquecido nos acervos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e certamente, a explicação de seu recente acesso e divulgação, seja o fato da planta de 1858, encontrar-se digitalizada e disponível on line no acervo da BND (Biblioteca Nacional Digital).

Desvendando São Luís, a Planta da cidade de 1858

Especial: Historiador EUGES LIMA
Presidente do Instituto Histórico e
Geográfico do Maranhão
eugeslima@gmail.com

O exato local do

Pelourinho

O interessante e inédito que a Planta traz em relação às informações sobre esse monumento, é o ícone do Pelourinho e sua exata localização no Largo do Carmo (atual Praça João Lisboa), de frente ao início da Rua da Paz, no centro de uma diagonal com a Rua de Nazaré.

Esta precisão, ainda não tinha sido confirmada pela bibliografia e documentação conhecida.


O Pelourinho foi inaugurado em setembro de 1815 no antigo Adro do Carmo, porém não foi o primeiro a ser instalado em São Luís, há registros que indicam a existência de outro ainda no século XVII, mas que desapareceu, talvez, por desgaste e deterioração e sua localização possivelmente não foi o Largo do Carmo, mas sim a Praça de Palácio e em frente à Casa da Câmara e Cadeia, hoje, Palácio La Ravardière. Portanto, a ideia de que o Pelourinho de 1815 seja considerado tardio e em local não tão apropriado, pois não ficava na Praça Cívica, na verdade, se explica, porque não foi o primeiro a ser instalado na Cidade de São Luís. (Continua).

Esta é mais uma publicação da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA/Assessoria de Imprensa

MHARIO LINCOLN é Presidente da Academia Poética Brasileira. / Informações para esta coluna: mhariolincolnfs@gmail.com CURITIBA-PARANÁ-BRASIL. Jornalista Profissional/Sindicalizado

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