A Odisséia dos Gigantes

Mhario Lincoln

Quando eu era criança e meu pai lia para mim parte da Odisséia de Homero, eu ficava com muito medo. Geralmente meu pai começava ler após o jantar e sempre repetia a terceira parte da longa história, onde Ulisses narra seu encontro com o gigante, o Ciclope Polifemo e os seus seis companheiros devorados por esse monstro. Sem dúvida, uma história arrepiante. Ficou na minha cabeça.

 

Fui crescendo e por algum tempo achava eu que haviam gigantes na Terra e que eles eram maus. No meu primeiro contato com a Bíblia Sagrada, na Escola Dominical da então Igreja Ebenézer, na Rua da Paz, em São Luís-Ma, o pastor Thomas Mose contou-me sobre o Gigante Golias, o guerreiro filisteu de Gate, morto por um servo de Jesus chamado Davi, numa luta em que a coragem e a fé acabaram vencendo a força e a ignorância. Até então os gigantes pra mim eram pessoas maldosas por terem sido responsáveis até mesmo pelo dilúvio, diante da ira de Deus, para com essas pessoas conhecidas como Nefilins.

 

Todavia, logo a idéia de Gigante iria mudar. As minhas experiências profissionais me levaram a conhecer outros tipos de gigantes. Meu próprio pai, José Santos, que lia e relia a terceira parte da Odisséia de Homero pra mim, passou a ser um gigante, quando amadureci em suas doutas partituras jurídicas nos tribunais estaduais e federais, pois era ele advogado com um conhecimento gigante da ciência da Deusa Themis.

Depois li a versão romanceada de Ulisses, de outro gigante da literatura: o romancista irlandês James Joyce. Depois ouvi o gigante do Jazz, Louis Armstrong. Ouvi discursos do pastor Martin Luther King Jr., outro gigante na luta contra o racismo. Li sobre a gigante ativista Malala Yousafzai, conhecida pela defesa dos direitos humanos das mulheres e do acesso a educação na sua região natal, no nordeste do Paquistão.

 

E assim foram-se sucedendo inúmeros outros gigantes, os quais nunca tendenciosamente maus. Contudo, responsáveis por causarem um mortal dilúvio em minhas idéias infantis de Ciclopes e Golias. Foi na faculdade de Direito do Maranhão, no entretanto, que conheci um gigante que me é íntimo até hoje: Edomir Martins de Oliveira, cujo gigantismo se inocula em sua imensurável personalidade e caráter, sua fé inabalável no Senhor, nosso Deus, e na trilogia de seus descendentes diretos, os quais compartilha com sua elogiável esposa Elma Figueiredo de Oliveira.


A obra que ora prefacio com muito orgulho, é a prova inconteste desse gigantismo do professor Edomir Martins de Oliveira. Aliás, escrever autobiografias parece ser bem fácil quando o autor consegue driblar certos momentos infelizes em sua vida, maqueia outros, ou esconde alguns, enaltecendo apenas e tão somente aqueles períodos em que foi abduzido por uma felicidade extraordinária e por vitórias odisséicas, a fim de que a vida do autobiografado seja respeitada por quem a leia. Ora, ledo engano esse do auto-elogio insaciável.

 

No caso de SOBREVOANDO UMA VIDA - e só agora entendi o porque desse título, fato que explico mais abaixo - Edomir Martins de Oliveira acaba inovando no gênero autobiográfico porque não conta sua história de forma como James Joyce romanceou Ulisses. Contudo, conta sua história em capítulos, percorrendo, de forma indubitável, ex litteris, sua trajetória como um homem simples a atingir píncaros em quase todas suas atividades civis e evangélicas, acompanhando um espaço-tempo que começa num elogio sutil à mãe.

 

 

Emocionei-me às primeiras páginas ao ler sobre a morte prematura do seu pai Clodomir: "Emília Fontes Martins de Oliveira, a quem Deus concedeu os dons de ser primorosa bordadeira, dona de casa exemplar e mãe. Uma guerreira que lutou e venceu todos os obstáculos de sua vida, próprios de uma viúva jovem". Esse enxerto íntimo revela o quão simples tem sido a vida deste homem, desprovido de orgulho. Aliás, é de Voltaire o seguinte: 'O orgulho dos pequenos consiste em falar sempre de si próprios; o dos grandes em nunca falar de si.'

 

Aqui, nesta obra, ratifica-se Voltaire porque são os eventos, as passagens, os momentos, as aleluias, os colóquios em família - divididos em capítulos - a contarem a história de Edomir Martins de Oliveira; daí, os grandes nunca falarem de sí mesmos com elogios estapafúrdios, sem comprovação ou verdade. Aqui, quem elogia é quem o conhece de perto: amigos e a família. Não houve neste livro nenhuma necessidade de depoimentos de outrem, que não daqueles que vêm acompanhando essa brilhante tragetória, ao longo desses 80 anos.

 

 

Eu, por exemplo, sou um expectador de quase 42 anos dessa vida, pois somos amigos e compadres desde meu primeiro semestre da Faculdade de Direito, onde, naquela época, já o admirava e respeitava. Em um dos resultados das primeiras avaliações, lembrei-me, ele se referiu a uma nota que eu havia tirado. Muito baixa. Discreto, de forma individual, colocou as mãos em meu ombro, sorriu, saimos da sala e me contou uma passagem muito interessante sobre a vida dos pássaros e de seus ninhos. E qual seria a relação com a nota?

 

Tirei dessa lição uma palavra até então desconhecida para mim: a persistência. Edomir me contou sobre a persistência dos pequenos pássaros e seus ninhos. Inúmeras vezes, tormentas, gurizada ou animais predadores, acabam destruindo os ninhos dos pequenos voadores. Mas eles voltam e começam tudo de novo. "Essa nota não vai fazer você reprovar. Portanto, se estudar um pouquinho mais, seu esforço será compensado", disse-me com um brilho inesquecível nos olhos, fato fortificante para continuar minha jornada.

 

Edomir em sua justificativa, também fala nos ninhos e nas águias: "No tempo certo me foi tirado o conforto do ninho para que eu pudesse construir meu ninho próprio, fizesse meu conforto e aprendesse alçar vôo.  Foi assim que aprendi a voar e tenho alcançado sucesso nos vôos. Aprendi também com as águias no trato para com seus filhotes." Nesse caso específico a inclusão da Coragem juntando à Persistência.

 

A partir daí fui entender o verdadeiro significado de SOBREVOANDO UMA VIDA. À princípio pensei em sugerir outro nome para esta Odisséia. Mas no decorrer da leitura dos capítulos fui entendendo o quão significativo é o título e o quão isso representa para o então menino que viu o pai falecer com 41 anos de idade,  e ele, o filho, tirado do ninho bem cedo, pelas consequências fortuítas da vida.

 

A desenvoltura como vão se desenrolando esses capítulos parece ressonar melodicamente, como se numa grande sinfônica, todos os ouvidos se dirigissem para um só violino , em seu solo maior. Cada nota tocada, no frigir da digital à corda, memórias vivas revoassem em passarada pela abóboda construída no jardim da existência de um homem, cujo otimismo e não a vaidade, lhe fez escrever esta obra.

 

O passeio (vôo) por sobre cada capítulo é vibrante...com uma cronologia escorreita, milimétrica, dando a certeza de que esta obra autobiográfica não foi escrita para promoção pessoal, porém, com palavras do coração. E isso é mérito. Isso é sentimento. E quem tem sentimento, compartilha, felicita-se em contar uma história da alma para os seus.

 

O carinho de como ele se refere à família, com verdades indeléveis. Sua história como professor - saindo de uma simples escola em Codó-Ma - para cargos de direção de uma Universidade Federal, sendo professor de Nível Superior aplaudidíssimo. Conta sobre seu começo na vida bancária e nela, com humildade, diz: "... aprendi .... aprendi... e aprendi..." Isso é gratificante ler. É confortante ler e sentir.

 

Nesta aula biográfica de benquerença, Edomir Martins de Oliveira, ao invés de enaltecer-se, reconhece o valor de tantos amigos, colegas de trabalho, parentes que lhe ajudaram a galgar esses píncaros. Não esqueceu de  nenhum nome que direta ou indiretamente contribuiu para o fortalecimento de sua brilhante carreira. Fato singular e que merece do prefaciador, esse meritório destaque literal.

 

E com muito saudosismo e numa linguagem realmente cativante, lembra de seus primeiros dias na Igreja Presbiteriana do Brasil, na praça da Alegria, em S.Luís, a mesma que alguns anos depois, frequentei. Ele havia sido, pouco antes, Superintendente da Escola Dominical da mesma igreja. Arrependo-me de ter passado tão pouco tempo naquele templo presbiteriano. Enfrentei depois, tempos duros.

 

 

Aliás, quando o autor se refere à sua formação presbiteriana (amém!), ele mostra, no livro, o porquê: "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9). E isso ele conseguiu fazer. Ou seja, tudo é obra de Deus; glorificando-O, antes de glorificar a si.

Eis a grande diferença que vislumbrei nesta obra autobiográfica.

 

Lágrimas semearam grandes recordações quando li o capítulo da Faculdade de Direito. Ali conheci o professor Edomir Martins de Oliveira. De la pra cá, já se vão quase 42 anos de feliz convivência entre nossas famílias. O prof. Edomir é meu padrinho de casamento e padrinho de meu filho mais velho, Angelo Rodrigues Santos. Ambos trabalham juntos, hoje, no mesmo escritório de advocacia do autor.

 

Em outro capítulo, o Prof. Edomir fala sobre o IHGM. Sua integridade é tão explícita - quando se refere a amigos - que confesso sê-lo imensamente grato por minha indicação para o festejado Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, (membro-titular até minha transferência para Curitiba/PR). Ele foi presidente do IHGM e como tal, responsável por minha posse nessa Emérita Casa de Imortais maranhenses.

 

A cada capítulo dessa autobiografia de Edomir Martins de Oliveira, encho-me de felicidade por ser autêntica, rica em detalhes. Prazerosa de ler fazendo-me recordar momentos tão graciosos e envolventes.  Como, por exemplo, quando integrou a direção da OAB-MA, lá pelos idos de 90 (onde recebeu vários reconhecimentos públicos). Nesse período, foi-me dada a oportunidade de resgatar minha Carteira de Advogado e minha inscrição da Ordem, já que eu havia recebido Diploma de Bacharel desde 1979. Lá estava a mão do Prof. Edomir novamente.

 

Por fim (a vida continua após os 80), o autor fala de suas viagens internacionais e de seus novos títulos conquistados com muito mérito e apreço. E sempre agindo como um difusor dos nomes de todas as pessoas coadjuvantes desse sucesso. Esta, na verdade, é uma autobiografia de grande valor histórico, pois há partes pequenas ou grandes do seu trabalho em muitos setores do Maranhão.

 

Bom, claro que todos conhecemos a velha frase de que temos que plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Mas acredito que para o autor autobiográfico, tal frase tem conotações muito mais profundas, pelo que o conheço. E começo acreditanto ser a "Árvore", a árvore da vida eterna - Genesis 2:8-9. Aqueles que permaneçam na Fé na Palavra, entrarão no Reino dos Céus.

 

Na parte de "ter um filho...", na verdade, é compartilhar o conhecimento adquirido. Esse é o filho. É deixar uma parte de nós mesmos, doando a alguém, como no caso desta obra. Alguém irá identificar-se com parte ou com o todo. Vai tirar proveito de situações arrojadas aqui confidenciadas. É deixando algo de nós mesmos para o próximo. É como distribuir experiências indeléveis a quem precisa.

 

E no caso de literalmente escrever um livro, são as palavras e ações que acabam definindo o rumo que o livre-arbítrio concedido por Deus levou a pessoa a trilhar seu caminho. O nosso livro está muito bem guardado dentro de nós, escrito, como este, com palavras do coração, tintas da alma transformada em história digna de ser lida e multiplicada. O conteúdo deste livro pessoal definirá trajetórias.

 

Portanto, Prof. Edomir Martins de Oliveira, plantada a árvore da vida, acolhendo seu filho de ações e pensamentos e escrevendo a trajetória que lhe foi escolhida pelo seu livre-arbítrio, dá-se aqui, neste documento autobiográfico, a certeza de que podemos gritar (como gritou o povo judeu ao vencer os filisteus): “Ebenézer!”, ou seja “Até aqui nos ajudou o Senhor!”  (I Samuel 7.12).

A obra que ora prefacio com muito orgulho, é a prova inconteste desse gigantismo do professor Edomir Martins de Oliveira. Aliás, escrever autobiografias parece ser bem fácil quando o autor consegue driblar certos momentos infelizes em sua vida, maqueia outros, ou esconde alguns, enaltecendo apenas e tão somente aqueles períodos em que foi abduzido por uma felicidade extraordinária e por vitórias odisséicas, a fim de que a vida do autobiografado seja respeitada por quem a leia. Ora, ledo engano esse do auto-elogio insaciável.

 

No caso de SOBREVOANDO UMA VIDA - e só agora entendi o porque desse título, fato que explico mais abaixo - Edomir Martins de Oliveira acaba inovando no gênero autobiográfico porque não conta sua história de forma como James Joyce romanceou Ulisses. Contudo, conta sua história em capítulos, percorrendo, de forma indubitável, ex litteris, sua trajetória como um homem simples a atingir píncaros em quase todas suas atividades civis e evangélicas, acompanhando um espaço-tempo que começa num elogio sutil à mãe.

 

 

Emocionei-me às primeiras páginas ao ler sobre a morte prematura do seu pai Clodomir: "Emília Fontes Martins de Oliveira, a quem Deus concedeu os dons de ser primorosa bordadeira, dona de casa exemplar e mãe. Uma guerreira que lutou e venceu todos os obstáculos de sua vida, próprios de uma viúva jovem". Esse enxerto íntimo revela o quão simples tem sido a vida deste homem, desprovido de orgulho. Aliás, é de Voltaire o seguinte: 'O orgulho dos pequenos consiste em falar sempre de si próprios; o dos grandes em nunca falar de si.'

 

Aqui, nesta obra, ratifica-se Voltaire porque são os eventos, as passagens, os momentos, as aleluias, os colóquios em família - divididos em capítulos - a contarem a história de Edomir Martins de Oliveira; daí, os grandes nunca falarem de sí mesmos com elogios estapafúrdios, sem comprovação ou verdade. Aqui, quem elogia é quem o conhece de perto: amigos e a família. Não houve neste livro nenhuma necessidade de depoimentos de outrem, que não daqueles que vêm acompanhando essa brilhante tragetória, ao longo desses 80 anos.

 

 

Eu, por exemplo, sou um expectador de quase 42 anos dessa vida, pois somos amigos e compadres desde meu primeiro semestre da Faculdade de Direito, onde, naquela época, já o admirava e respeitava. Em um dos resultados das primeiras avaliações, lembrei-me, ele se referiu a uma nota que eu havia tirado. Muito baixa. Discreto, de forma individual, colocou as mãos em meu ombro, sorriu, saimos da sala e me contou uma passagem muito interessante sobre a vida dos pássaros e de seus ninhos. E qual seria a relação com a nota?

 

Tirei dessa lição uma palavra até então desconhecida para mim: a persistência. Edomir me contou sobre a persistência dos pequenos pássaros e seus ninhos. Inúmeras vezes, tormentas, gurizada ou animais predadores, acabam destruindo os ninhos dos pequenos voadores. Mas eles voltam e começam tudo de novo. "Essa nota não vai fazer você reprovar. Portanto, se estudar um pouquinho mais, seu esforço será compensado", disse-me com um brilho inesquecível nos olhos, fato fortificante para continuar minha jornada.

 

Edomir em sua justificativa, também fala nos ninhos e nas águias: "No tempo certo me foi tirado o conforto do ninho para que eu pudesse construir meu ninho próprio, fizesse meu conforto e aprendesse alçar vôo.  Foi assim que aprendi a voar e tenho alcançado sucesso nos vôos. Aprendi também com as águias no trato para com seus filhotes." Nesse caso específico a inclusão da Coragem juntando à Persistência.

 

A partir daí fui entender o verdadeiro significado de SOBREVOANDO UMA VIDA. À princípio pensei em sugerir outro nome para esta Odisséia. Mas no decorrer da leitura dos capítulos fui entendendo o quão significativo é o título e o quão isso representa para o então menino que viu o pai falecer com 41 anos de idade,  e ele, o filho, tirado do ninho bem cedo, pelas consequências fortuítas da vida.

 

A desenvoltura como vão se desenrolando esses capítulos parece ressonar melodicamente, como se numa grande sinfônica, todos os ouvidos se dirigissem para um só violino , em seu solo maior. Cada nota tocada, no frigir da digital à corda, memórias vivas revoassem em passarada pela abóboda construída no jardim da existência de um homem, cujo otimismo e não a vaidade, lhe fez escrever esta obra.

 

O passeio (vôo) por sobre cada capítulo é vibrante...com uma cronologia escorreita, milimétrica, dando a certeza de que esta obra autobiográfica não foi escrita para promoção pessoal, porém, com palavras do coração. E isso é mérito. Isso é sentimento. E quem tem sentimento, compartilha, felicita-se em contar uma história da alma para os seus.

 

O carinho de como ele se refere à família, com verdades indeléveis. Sua história como professor - saindo de uma simples escola em Codó-Ma - para cargos de direção de uma Universidade Federal, sendo professor de Nível Superior aplaudidíssimo. Conta sobre seu começo na vida bancária e nela, com humildade, diz: "... aprendi .... aprendi... e aprendi..." Isso é gratificante ler. É confortante ler e sentir.

 

Nesta aula biográfica de benquerença, Edomir Martins de Oliveira, ao invés de enaltecer-se, reconhece o valor de tantos amigos, colegas de trabalho, parentes que lhe ajudaram a galgar esses píncaros. Não esqueceu de  nenhum nome que direta ou indiretamente contribuiu para o fortalecimento de sua brilhante carreira. Fato singular e que merece do prefaciador, esse meritório destaque literal.

 

E com muito saudosismo e numa linguagem realmente cativante, lembra de seus primeiros dias na Igreja Presbiteriana do Brasil, na praça da Alegria, em S.Luís, a mesma que alguns anos depois, frequentei. Ele havia sido, pouco antes, Superintendente da Escola Dominical da mesma igreja. Arrependo-me de ter passado tão pouco tempo naquele templo presbiteriano. Enfrentei depois, tempos duros.

 

 

Aliás, quando o autor se refere à sua formação presbiteriana (amém!), ele mostra, no livro, o porquê: "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9). E isso ele conseguiu fazer. Ou seja, tudo é obra de Deus; glorificando-O, antes de glorificar a si.

Eis a grande diferença que vislumbrei nesta obra autobiográfica.

 

Lágrimas semearam grandes recordações quando li o capítulo da Faculdade de Direito. Ali conheci o professor Edomir Martins de Oliveira. De la pra cá, já se vão quase 42 anos de feliz convivência entre nossas famílias. O prof. Edomir é meu padrinho de casamento e padrinho de meu filho mais velho, Angelo Rodrigues Santos. Ambos trabalham juntos, hoje, no mesmo escritório de advocacia do autor.

 

Em outro capítulo, o Prof. Edomir fala sobre o IHGM. Sua integridade é tão explícita - quando se refere a amigos - que confesso sê-lo imensamente grato por minha indicação para o festejado Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, (membro-titular até minha transferência para Curitiba/PR). Ele foi presidente do IHGM e como tal, responsável por minha posse nessa Emérita Casa de Imortais maranhenses.

 

A cada capítulo dessa autobiografia de Edomir Martins de Oliveira, encho-me de felicidade por ser autêntica, rica em detalhes. Prazerosa de ler fazendo-me recordar momentos tão graciosos e envolventes.  Como, por exemplo, quando integrou a direção da OAB-MA, lá pelos idos de 90 (onde recebeu vários reconhecimentos públicos). Nesse período, foi-me dada a oportunidade de resgatar minha Carteira de Advogado e minha inscrição da Ordem, já que eu havia recebido Diploma de Bacharel desde 1979. Lá estava a mão do Prof. Edomir novamente.

 

Por fim (a vida continua após os 80), o autor fala de suas viagens internacionais e de seus novos títulos conquistados com muito mérito e apreço. E sempre agindo como um difusor dos nomes de todas as pessoas coadjuvantes desse sucesso. Esta, na verdade, é uma autobiografia de grande valor histórico, pois há partes pequenas ou grandes do seu trabalho em muitos setores do Maranhão.

 

Bom, claro que todos conhecemos a velha frase de que temos que plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Mas acredito que para o autor autobiográfico, tal frase tem conotações muito mais profundas, pelo que o conheço. E começo acreditanto ser a "Árvore", a árvore da vida eterna - Genesis 2:8-9. Aqueles que permaneçam na Fé na Palavra, entrarão no Reino dos Céus.

 

Na parte de "ter um filho...", na verdade, é compartilhar o conhecimento adquirido. Esse é o filho. É deixar uma parte de nós mesmos, doando a alguém, como no caso desta obra. Alguém irá identificar-se com parte ou com o todo. Vai tirar proveito de situações arrojadas aqui confidenciadas. É deixando algo de nós mesmos para o próximo. É como distribuir experiências indeléveis a quem precisa.

 

E no caso de literalmente escrever um livro, são as palavras e ações que acabam definindo o rumo que o livre-arbítrio concedido por Deus levou a pessoa a trilhar seu caminho. O nosso livro está muito bem guardado dentro de nós, escrito, como este, com palavras do coração, tintas da alma transformada em história digna de ser lida e multiplicada. O conteúdo deste livro pessoal definirá trajetórias.

 

Portanto, Prof. Edomir Martins de Oliveira, plantada a árvore da vida, acolhendo seu filho de ações e pensamentos e escrevendo a trajetória que lhe foi escolhida pelo seu livre-arbítrio, dá-se aqui, neste documento autobiográfico, a certeza de que podemos gritar (como gritou o povo judeu ao vencer os filisteus): “Ebenézer!”, ou seja “Até aqui nos ajudou o Senhor!”  (I Samuel 7.12).

 

Jornalista Mhario Lincoln

Editor-sênior da Revista Poética Brasileira

Curitiba-PR, 21.04.2016

Edomir Martins de Oliveira é vice-presidente da Academia Poética Brasileira

"Confesso que o professor EDOMIR MARTINS DE OLIVEIRA (Faculdade de Direito) foi um grande formador de minha consciência profissional e da minha Fé Cristã. Obrigado, amigo..." (ML)

Esta é mais uma publicação da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA/Assessoria de Imprensa

MHARIO LINCOLN é Presidente da Academia Poética Brasileira. / Informações para esta coluna: mhariolincolnfs@gmail.com CURITIBA-PARANÁ-BRASIL. Jornalista Profissional/Sindicalizado

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