Quais segredos guardam "Alice no País das Maravilhas"? Este ano, serão 153 anos desde a primeira edição de 2 mil exemplares

Não me lembro quando li pela primeira vez esse clássico inglês, lançado na época da Rainha Vitória, na Inglaterra.Nem me lembro de ter suscitado dúvidas com relação à possível tendência de pedofilia do autor, Charles Lutwidge Dodgson, ou Carroll Lewis, como assinou esse clásico infanto-juvenil. Mas, este ano, dia 4 de julho, 'Alice' completa 153 de sua primeira edição e de lá pra cá, muitas insinuações, complôs, estórias, teses e sub-teses surgiram acerca das verdades escondidas nas mensagens subliminares do livro.

Tudo começou no dia 4 de julho de 1862 em Oxford, na Inglaterra.Charles Lutwidge Dodgson (ou Carroll Lewis) e a família de Henry Liddell fizeram um passeio de barco entre a Folly Bridge e a vila de Godstow. Para distrair as meninas Lorina, (Alice) e Edith, Charles contou uma história que fez sucesso com seu pequeno público. Chamava-se, então, 'As Aventuras de Alice no Subterrâneo'.

Fui buscar na internet, um trabalho conciso sobre as 'dúvidas ou verdades' desse livro clássico. Ficam as opções para nossos leitores fazerem, também, suas auto-análises. E, se quiserem, comentar abaixo. Grato. (Mhario Lincoln).

O mistério por trás da relação entre o escritor Lewis Carroll e a menina que o inspirou nas obras Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho: Lewis Carroll e Alice Liddell

MÁRWIO CÂMARA Jornalista, bibliófilo e notívago. Pesquisador nas áreas de literatura e cinema.

Alice no país das Maravilhas é um dos livros mais conhecidos do escritor inglês Lewis Carroll (1832-1898), pseudônimo, na verdade, de Charles Ludwidge Dodgson, que além de ficcionista de estórias infantis, fora também poeta, bibliotecário, matemático e um apaixonado por fotografia. Porém, o que muitos não sabem é que Alice, de fato, existiu, e a relação entre a menina que inspirou umas das personagens mais célebres da literatura infanto-juvenil e o seu respectivo autor é um dos pontos mais instigantes e controversos de sua misteriosa biografia.Carroll tinha um fascínio um tanto quanto curioso em fotografar menininhas com poucos trajes e, por vezes, sem roupa alguma. Sim, e o escritor deixava claro que gostava de fotografar crianças, exceto meninos.

Todavia, é bom ressaltar que todas as fotografias eram feitas com o consentimento dos pais das menores. Embora possa denotar estranheza nos dias de hoje, no seu antigo século XIX de uma Inglaterra aos moldes vitorianos era vista com extrema naturalidade.

Uma das modelos de Carroll fora exatamente quem o inspirou nos dois livros que o popularizou no mundo inteiro: Alice no país das maravilhas (1865) e Alice através do espelho (1873). A menina chamava-se Alice Liddell, e era filha de Henry George Lindell, deão da Christ Church College (futura Universidade de Oxford), onde, na época, Lewis Carroll, ainda apenas Charles Dodgson, era bibliotecário. Ela tinha apenas três anos quando ele a conheceu durante uma sessão fotográfica com o amigo Reginals Southey.

​Em Pleasures Taken — Performances of Sexuality and Loss in Victorian Photographs, livro da autora Carol Mavor, é possível ser encontrada umas das fotografias assinadas por Carrol, sua modelo seria a menina Evelyn Hatch completamente nua, tirada em 1878. Dúvidas e polêmicas à parte, o fato é que as cartas de Lewis Carroll às meninas com quem ele fotografou revelam uma intimidade fora do comum. Em umas destas cartas, queimadas pela mãe de Alice Liddell, o escritor se despedia da menina com dez milhões de beijos, além de costumar pedir de presente cachos de cabelos para beijar. Várias especulações foram publicadas: ”Estava Carroll apaixonado pela Alice real? Sabemos que a sra. Liddell percebeu algo de insólito nas atitudes dele em relação à filha, tomou medidas para desencorajar-lhe as atenções e finalmente queimou todas as primeiras cartas para Alice. As menininhas de Lewis Carroll talvez o atraíssem precisamente porque com elas se sentia sexualmente seguro.

Sobre esse conflito diz Katie Roiphe, autora (Ela ainda me assombra), livro que romanceia a relação entre Carroll e Alice. Ela diz: “É impossível para nós contemplar um homem apaixonado por garotinhas sem querer colocá-lo na prisão. As sutilezas, para quem vive as paranoias do século 20, são difíceis de serem compreendidas. O amor de Carroll não era nabokoviano; era delicado, torturado e esquivo. Era uma paixão muito estranha e complicada para ser definida em uma única palavra”.

Ao longo da infância e juventude de Alice, ambos, mantiveram um relacionamento muito próximo, o que faz com que seja muito especulado que o autor possa ter tido uma paixão platônica pela menina. Quanto às fotografias, poucas delas sobreviveram — ao todo, apenas cinco —, já que o próprio pedira que, após a sua morte, fossem destruídas ou devolvidas as crianças e aos seus pais

Esta é mais uma publicação da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA/Assessoria de Imprensa

MHARIO LINCOLN é Presidente da Academia Poética Brasileira. / Informações para esta coluna: mhariolincolnfs@gmail.com CURITIBA-PARANÁ-BRASIL. Jornalista Profissional/Sindicalizado

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